O Plymouth Superbird é um dos muscle cars mais icônicos da história automotiva. Projetado para dominar as pistas da NASCAR e com um design aerodinâmico ousado, ele se destacou entre os modelos de sua época. No entanto, apesar de seu desempenho impressionante, o Superbird não conquistou sucesso comercial imediato. Hoje, ele é uma verdadeira relíquia para colecionadores e entusiastas. Neste artigo, vamos explorar sua história, especificações e por que ele se tornou um clássico altamente valorizado.
A Origem do Plymouth Superbird

Nos anos 60 e 70, as montadoras americanas estavam travando a chamada “guerra aerodinâmica” nas competições da NASCAR. A ideia era simples:
- Criar carros cada vez mais rápidos e estáveis nas pistas.
- Melhorar a aerodinâmica para reduzir arrasto e aumentar a velocidade.
- Utilizar as vitórias nas pistas como estratégia de marketing para vender mais carros.
A Chrysler já havia lançado o Dodge Charger Daytona, e a resposta da Plymouth foi criar o Superbird, uma evolução ainda mais refinada, com foco absoluto na performance em corridas.
Design Inconfundível e Aerodinâmica Avançada

O visual do Plymouth Superbird é uma de suas características mais marcantes. Ele conta com:
- Nariz alongado e aerodinâmico, projetado para reduzir a resistência ao vento.
- Asa traseira elevada, que gerava downforce e aumentava a estabilidade em altas velocidades.
- Detalhes exclusivos, como os faróis escamoteáveis e a insígnia do “Road Runner” (Papa-Léguas), que tornaram o modelo icônico.
Seu design era tão avançado para a época que levou a NASCAR a alterar suas regras, restringindo o uso de soluções aerodinâmicas extremas.
Motorização e Performance

O Plymouth Superbird era um carro criado para velocidade e, por isso, trazia motores potentes para garantir um desempenho impressionante. Entre as opções disponíveis, destacam-se:
- 426 Hemi V8: 7.0 litros, 425 cv e torque monstruoso, capaz de fazer de 0 a 60 mph em 5,5 segundos.
- 440 Super Commando V8: 375 cv, proporcionando uma performance respeitável.
- 440 Six Barrel V8: 390 cv, uma versão intermediária entre os dois modelos.
Com sua aerodinâmica refinada e motores potentes, o Superbird dominava as pistas, tornando-se uma força a ser temida nas competições.
Sucesso nas Pistas e a Polêmica na NASCAR

O Superbird provou ser um carro extremamente eficiente em competições, tanto que foi um dos motivos pelos quais Richard Petty, um dos maiores pilotos da história, voltou para a Plymouth após uma breve passagem pela Ford. No entanto, sua vantagem aerodinâmica era tão grande que a NASCAR decidiu banir carros com designs aerodinâmicos extremos, limitando sua presença nas pistas a poucos anos de competição.
A decisão da NASCAR fez com que esses carros se tornassem ainda mais lendários, pois representavam uma era em que a criatividade e a engenharia levavam a performance ao limite.
Fracasso Comercial e Raridade Atual

Apesar de todo seu apelo nas pistas, o Plymouth Superbird não vendeu bem nas concessionárias. O motivo? Seu visual ousado, considerado “extravagante” demais para o comprador médio. Apenas 1.935 unidades foram produzidas, tornando-o um modelo extremamente raro.
Com o passar dos anos, o que era um fracasso comercial virou um dos muscle cars mais cobiçados. Hoje, um Superbird em boas condições pode ser vendido por valores que ultrapassam US$ 1,65 milhão em leilões.
Perguntas Frequentes
1. Quantos Plymouth Superbird foram produzidos? Cerca de 1.935 unidades foram fabricadas em 1970, tornando-o um carro extremamente raro.
2. O Plymouth Superbird foi banido da NASCAR? Não exatamente banido, mas a NASCAR alterou suas regras para limitar o uso de designs aerodinâmicos avançados, o que fez com que carros como o Superbird deixassem de competir.
3. Quanto vale um Plymouth Superbird hoje? Os preços variam dependendo do estado do carro, mas alguns exemplares já foram vendidos por mais de US$ 1,65 milhão.
4. Qual era o motor mais potente disponível no Superbird? O 426 Hemi V8, com 425 cv, era a opção mais potente oferecida para o modelo.